2000 e onze

Mais um ano, e a cada ano parece que este não existiu, o tempo simplesmente o consumiu. Talvez por estar cada vez mais trabalhando, e agora percebo o quanto trabalho consome boa parte desta vida, talvez por isso aquela velha maxima de "fazer o que realmente gosta", balela diga-se ninguém nunca vai estar plenamente satisfeito com seu oficio mesmo que lhe paguem absurdamente bem, mas tenho me esforçado, não é o ideal mas tento ser um bom profissional independente do que esteja fazendo. Somado a boa dose de trabalho, o que sobra me dedico a música, essa sim tem sido cada vez mais uma grande paixão, já não desenho mais como antigamente nem tenho tanta disposição para as películas, a música é minha droga atualmente. No campo familiar, bom, estou mais proximo de minha mãe novamente, e como é bom, mesmo com todas as desavenças e minha "frieza", minha admiração e respeito por esta que me concedeu a vida, só aumentam, o mesmo com o meu pai, mas dois cabeça-dura juntos é complicado! Os amigos, bom isso é bem complicado, todos sabemos, me distanciei dos mais antigos, e os de sempre, me ajudam a compartilhar o que a vida tem de mais interessante, aliando humildade a insanidade. O amor. O amor me amaldiçoou este ano, me sinti um vira-lata abandonado, sem conseguir expressar de fato o afeto que tenho pelas pessoas que passaram pelos meus braços, mesmo que abanasse o rabo alegremente. Tentei partilhar bons momentos e eles aconteceram claro mas, uma não pretende me ver nem pintado de vermelho escarlate com swarowskys, incompatibilidade de gênios e convicções. A outra, aquela de sempre, visita meus sonhos sem pedir permissão, ronda meus pensamentos em dias que já pareciam renovados e agora segue seu caminho já com outra pessoa,  mas aprendi muito com tudo isso, e sou muito grato por te-las conhecido, faria tudo de novo. A verdade é que de 2000 e onze não concluo nada, nem aumentei convicções sobre algo, muito pelo contrário continuo cada vez mais cheio de dúvidas e disposto a indagar mais para o que virá adiante, quero respostas e sei que elas não vão me confortar. Não me arrependo de nada também, das mudanças, do que deixei de fazer ou do que fiz, não vou projetar nada, fazer previsões, minha ambição é deixar o mar me levar, na esperança de que uma hora atraco numa bela praia, aquela com nome Felicidade. Boas Festas!

coloquios diabolicos

diabo: E as mulheres? são diferentes de vocês homens, além do aspecto fisico?
humano: Sim, bastante
diabo: Costumam ser mais temperamentais?
humano: Emotivas talvez, homens agem mais com a razão, mulheres com emoção.
diabo: E nao há equilibrio entre os dois?
humano: Raramente, se juntam pra tentar encontrar..
diabo: Não é mera procriação da espécie, necessidade alheia?
humano: Também pode ser, mas sempre há atração, amor as vezes..
diabo: A criação sugere que elas são derivadas de vós.
humano: Não creio, seres complexos demais para surgirem de qualquer membro masculino..

... o diabo abre enorme sorriso e arranca mais uma pétala...

coloquios diabolicos

diabo: E essa condição "Humano" ?
humano: O que há?
diabo: Te agradas, não gostaria de ser, sei lá.. uma coruja?
humano: Tenho que me contentar como sou..assim sou. assim sempre serei..
diabo: As corujas podem voar, você nem sequer sai deste lugar..
humano: Me locomovo aonde achar necessário, as corujas agem por instinto natural..
diabo: Ainda assim podem ir mais longe..
humano: E o que quer dizer, não há escolha para o que seremos..
diabo: Justamente não há escolhas... é assim e ponto. Curioso não? Tens a escolha de ir aonde quiser, mas não de ser quem quiser..

...

"Para aqueles que tem fé, nenhuma explicação é necessária. Para aqueles sem fé, nenhuma explicação é possível." Tomas Aquino

coloquios diabolicos

diabo:  Então? O que tem achado do mundo ?
homem: Bastante controverso
diabo: E já sabes o teu caminho?
homem: São muitos, nunca sabemos o melhor..
diabo: Há de fazer uma escolha.
homem: É realmente necessário?
diabo: Oras, mas é evidente sujeito! O que pretendes? Amor, Reconhecimento, Luxuria, Vaidade, deve haver uma pretensão!
homem: Posso ter tudo isso e ainda não saber se é o caminho certo.
diabo: Vocês homens, sempre tornando tudo muito fácil ou tudo muito complicado.
...
diabo: O caminho é sem destino, e mesmo que ache respostas no trajeto, o tempo se encarrega de perde-lo..
o amor não faz bem
faz mal amar, amor causa excessos
excessos geram desavenças
o amor gera conflito, gera guerra
o amor é uma desavença
é um revólver que dispara pela culatra
é uma espada banhada em sangue
o amor confunde
mesmo quando estamos certos
traz a tona lágrimas
felicidade e conforto
conflito
pra se ter amor
é preciso saber fazer amor
e nenhum ser é capaz disto
irracional age-se sob instintos
racional age-se sob instintos
instintos não trazem razão
amor traz impaciência
o tempo não tolera
o amor faz mal
porque parece que faz bem;
cabe a nós persistimos.

aversão de valores

É notável o crescimento da informação, sobretudo pelas ditas redes sociais, a febre orkut, twiter e a potência facebook nos escarram informaçãoes a cada fração de segundo. E há muito o que se questionar no termo rede social, afinal de contas não há nada de social, é tudo plano virtual mesmo que haja interação de certa forma. Mas tem ocorrido um fenômeno ao qual já li em vários textos internet afora, um confrontamento de valores: ateus x cristãos, carnívoros x vegetarianos, roqueiros x funkeiros e por ai vai.. Natural de nós seres humanos, adotamos sempre o ponto de vista que vai de acordo com nossas convicções, mas até onde esse debate em primeira instância é saudavel? Afinal de contas por mais saudável que a linha de raciocinio entre as diferenças seja, sempre serão diferenças e nestes casos tem havido uma forte divergencia, quando não muitas das vezes terminam em insultos, são vários os casos a se ilustrar, o "bullying virtual" que ateus, vegetarianos e defensores de causas com "menor relevância" a nossas estruturas sociais são constantes na rede, eu já sofri, você deve ter sofrido. Afinal de contas a internet torna tudo mais fácil, não é preciso demonstrar quem você realmente é..
E é dificil tirar conclusões exatas de aonde vamos parar com tudo isso, porque envolve tecnologia e comportamento e essas duas palavras parecem não caminhar juntas..
necessito uma ferramenta que conserte defeitos causados
pela intolerância de minha impaciência;
preciso de pontos nestas cicatrizes profundas
de cortes feitos pela navalha de meu ego;
procuro o atalho que me leve ao caminho certo
andei pisando em rosas e os espinhos aos meus pés se cravaram
não sangram mas causam fatidico incomodo;
o sol queima meu rosto cega-me o horizonte
seca minhas últimas lágrimas;
gostaria de uma corda de amizade, trançada sob a sinceridade
reivindico amor materno, amor fraterno, amor.. amor..
amor feminino pra esquentar os meus braços;
escorrego nos vãos, disseco meus pulmões de alegria
corro, mais rápido, corro
morro, sem quem me preste socorro..
chuva lave este corpo ensanguentado
diabo leve este ser desalmado..

sobre desprezo

Desprezivel. Interessante pensar nessa possibilidade, novidade nenhuma na realidade,
sentença dada pela insolência da bancada julgadora, tão provida de desprezo quanto
o réu, afinal te apegas a obsolescência de anéis dourados e sorrisos forçados, clama
por um deus que só nos torna mais desprezivel diante de sua "magnitude e onipotência", acreditas em amor, em amizade de forma tão superficial, que quando observa-te mais um pouco e então se dá conta que tu faz parte deste desprezo coletivo, percebes que o mundo nos despreza. O que queres é ser posto a cruz da celebração, que lhe vangloriem pelos teus feitos, que chorem por tua ausência, que clamem o teu nome... e ai.... se recordas que és desprezivel. Para nos dar conta de quão despreziveis somos, basta lembrarmos que uma estrela é um corpo morto, e no entanto brilha mais na vastidão do universo que todos nós juntos.
o que há de comum entre eles? Desprezo ?

dezenove de setembro de dois mil e onze...

Chega um momento dessa vida que é preciso refletir, dessa vez com uma profundidade muito maior, o que me trouxe até aqui? o que me levará daqui? Uma insignificância de pouco mais de duas décadas que todo ser pensante já deve ter vivenciado.. Ainda me incomoda o fato de não possuir a capacidade de interagir, transformar o arredor verdadeiramente. Ainda mais em tempos de globalização/individualização em massa, mas isso tem sido um conformismo de minha parte, adentro ao capitalismo sugador de almas, inevitável. De um tempo pra cá, tenho me descoberto humano, ou um quase monstro, incompreensões e incompreendimentos, amores desavessos, amizades longíquas, em sentido de espaço mesmo. Ao menos tenho sido mais materno e fraterno, o que me remete algo nostalgico, saudade. Uma nova fase? deve ser.. não temo o futuro, nem guardo mágoas do passado, o pedante "carpe diem" se tornou constante.. a morte não me assola, a vida me entorpece, me faz temeroso ao que posso me tornar de fato. Por esse instante, afastando-me do pessimismo permanente, vivo cada instante...

tem sol lá fora.

Escher

Só pra não dizer que este blog morreu.
Escher em exposição

Frank Frazetta R.I.P.

11 de maio de 2010...
O ilustrador norte-americano Frank Frazetta, autor de imagens de personagens clássicos como Conan e Tarzan, morreu aos 82 anos, informa o blog "ARTSBEAT", do jornal norte-americano “The New York Times".Segundo seus agentes, Rob Pistella e Steve Ferzoco, o artista teria sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) e sido levado a um hospital em Fort Myers, na Flórida (Estados Unidos), onde ele morreu na madrugada desta segunda-feira (10).Nascido no dia 9 de fevereiro de 1928, Frazetta publicou suas primeiras histórias em 1944, aos 16 anos. Mais tarde, fez séries para DC Comics ("The Shining Knight" em Adventure Comics) e ME ("White Indian" em Durango Kid). Ele também trabalhou com Dão Barry na HQ de Flash Gordon.Após pausa na carreira, ele retomou os trabalhos de ilustração nos anos 1960. Foi dele, por exemplo, a caricatura de Ringo Starr, do grupo bitânico The Beatles, publicada na quarta capa da edição nº 90 da MAD americana, em outubro de 1964.
Seus personagens e seu estilo fantasioso influenciaram grandes nomes do desenho que vieram a seguir, como Jeff Jones, Berni Wrightson, Michael Whelan, Dom Maitz e Boris Vallejo.

"O bárbaro"
O desenhista também ilustrou a capa de centenas de livros e é conhecido por ter criado o ar sombrio que marcou personagens como Conan, do escritor pulp Robert E. Howard.
Suas ilustrações também viraram capas de álbuns de grupos de rock, como "Expect no Mercy", do Nazareth, e o disco de estreia homônimo do Wolfmother.

fonte: UOL



aquarela, pastel, bic e hidrocor.

Mariana Gartner

Sem muita vontade e inspiração para criar... seguem as influências, o trampo desta moça é de fato sinistro!

Mesmice

Crepúsculo acizentado; coletivos abarrotados, pessoas desconhecidas, semblantes semelhantes; tecnologia contagiosa; aparelhos minimalizados; dedos digitalizados; conversas paralelas; assuntos prorrogados; mulheres arrumadas, homens engravatados; crianças barulhentas; prédios passando; construções subindo; espaços limitados; corregos alagados; chuva rotineira; calor excessivo; carros enfileirados; congestionamento de gás carbônico; política de sustentabilidade; falsa moralidade; calçadas esburacadas; trânsito de transeuntes; confronto de corpos; abstinência de ideologia; burocracia; cachorro revirando lixo; gente gerando mais lixo; fétido odor; rio barrento; vida inexistente; morte permanente, a mesma mesmice de sempre.

O Passado Regular

Ah que saudades daquele cheiro de batata frita, daquelas que se vendem do lado de pipoca, salgada e doce, em frente ao terminal de ônibus. Saudades do perfume que minha mãe usava e antes de ir para o serviço impregnava a casa com aquele cheiro doce. Saudades de jogar bola, mesmo que mal mas, jogar o dia inteiro. Saudades de correr e se esconder enquanto o outro contava até cinquenta e depois tentar bater na parede para se salvar. Saudades de acreditar nos super-heróis que salvavam a terra diariamente na extinta Tv Manchete e acreditar nos seus super poderes e nos seus robôs gigantes. Saudades de brincar com bonecos e dar-lhes vida sob sofás e cadeiras, explodi-los e arremessa-los. Saudades do temor de realizar todas as lições de casa antes do meu pai chegar do serviço, e da correção dele para as mesmas. Saudades de conversar pela janela com meu amigo, enquanto ele jogava video-game em seu sofa e brigava com a irmã mais nova por qualquer razão. Saudades de matar o tédio criando qualquer ocasião tola nas tardes nubladas da cidade. Saudades de brincar com o cachorro amarelo Apolo e o gato cinza chumbo Bruno. Saudades da vó Rita, que tão pouco conheci e no entanto bastante me conhecia, saudades de andar no golzinho quadrado cheio de terra do tio. Saudades de acreditar que o mundo era bem maior e mais interessante, mais bonito, e um tanto elegante. Saudades de crer nas fantasias, nas mentiras, nas pessoas e nas alegrias, de não ter preocupação, nem responsabilidade. É duro descobrir que um dia enterrarei definitivamente este passado regular.


















Reklámban

Esse post é um plágio mesmo, copio a nova coluna do blog BlocoSe7e referente a propagandas, deixando claro que o assunto me interessou no primeiro semestre deste ano, quando estudei Teorias da Comunicação, no meu penoso curso de Comunicação Digital. Em uma das aulas o professor demonstrou alguns dos melhores comerciais já feitos até então, aqui deixo o vídeo de dois deles, novidade por aqui, mas de fato queria fazer isso a tempo:



Crônica do Suicida

Eu acordo cinco e meia da manhã, quando gostaria de poder dormir até meio-dia, mas o dever me chama, dever sim, porque eu não faço o que eu gostaria de fazer, pra essa coisa que se chama
trabalho, só o faço pelo dever de ter de pagar minhas contas no começo do mês e desfrutar de um luxo inexistente. Sou um proletariado de merda que aguarda uma promoção que nunca virá.
Encaro um ônibus lotado cheio de gente tão iguais a mim, tolos inúteis que fedem a mortadela, minhas mãos são calejadas pela barra ao qual me sustento no coletivo, muitas vezes pensei em me largar dela e simplesmente me espatifar no chão, mas chamaria muita atenção e não gosto disso. Ainda encaro mais o metrô lotado, com as mesmas pessoas fedendo a mortadela, e caras amarradas que me olham com repúdio, como se fora culpado por elas estarem ali expremidas.
No trabalho encaro a pedante rotina de despachar e carimbar, assinar e despachar, atender e compreender. Olho pra cara do chefe que parece mais um buldog velho com as bolas inchadas de tanto lamber, sou obrigado a me considerar subalterno de um ser que fede a mortadela mais do que eu, e só se preocupa com dinheiro, superior só no fedô. Fim de expediente. Caminho até a esquina me sento no balcão do bar de frente ao maldito relógio que nunca para, peço o de sempre, um pedaço de pizza e uma cerveja gelada, não sei porque mas ali parece que o tempo simplesmente pára, os ponteiros do relógio simplesmente não andam. Acendo um cigarro fedido, cancerigeno, e começo a me lembrar de detalhes desta pedante vida, minha querida mãe mal de súde, meu velho pai cabeça-dura, e simplesmente nenhum amigo para partilhar esta humilde cerveja. Retorno a meu pequeno lar e a minha grande solidão, abro a geladeira tomo mais uma cerveja gelada, acendo outro cigarro, desfruto de um silêncio avassalador, uma escuridão que parece um abismo sem fim.
Ajeito a cadeira ao centro da sala, verifico a corda de varal para certificar-me da rigidez dela presa ao lustre, olho ao redor mais uma vez, silêncio e escuro, chuto a cadeira com a coragem que não tive em outras vezes. O ar acaba. Sem carta explicativa, sem remorso, talvez um dia eles entendam.
Acho que encontrarei sossego, ao menos de meus pensamentos.

Velho Novo

Este é um novo texto com um velho estereótipo, para tentar causar uma nova impressão no velho hábito. Uma nova idéia com uma pitada de velha anedota e redundância.
Somos velhos espermatozóides que se tornam novos humanos, com velhas atitudes e um novo caráter. Quando crescemos adotamos velhas culturas, como a cultura da cerveja, que já vos têm o sabor tão familiar, necessário e de velho hábito. A cultura do futebol que revela novas surpresas, que de outrora nem nos surpreendem mais. A velha cultura do almoço de domingo diante da nova televisão adquirida. A nova cultura do desinteresse na era da informação espontânea, que cria toda essa velha inerte locomoção. A velha cultura da afetividade pelo simples interesse que de algo lhe beneficiará esta nova troca. O novo desinteresse coletivo em achar cotidianamente a novidade da conversa, que de nada resultará ao final, pois para amanhã este já o estará desatualizado, velho.
A velha motivação gerada pela simples e eterna necessidade de sobrevivermos, diz-se disso trabalho, que fazemos diante além deste primeiro argumento, sobretudo pela velha cultura de acharmos isso um gesto nobre, mesmo que isso vos seja penoso e simplesmente não agregue qualquer valor a este meio social e a nós como indivíduos.
Ouvimos a nova música tocada na velha rádio com novo nome. Lemos o velho jornal com a mesma velha tipografia e a nova manchete de acontecimentos que já parecem velhos ocorridos. Paramos na mesma velha calçada, olhamos para o novo semáforo, aguardando o velho sinal verde. Tomamos o bom e velho café, na nova xícara do velho botequim da esquina. Vemos os mesmos velhos rostos, com um novo desinteresse, passando por nós no velho hábito de sequer realmente se importar. Somos velhos novos humanos que por hábito fazemos o de sempre, com a condição de imaginarmos ser sempre algo novo, a cada dia. Somos novos humanos que carecem de interesse pelo que realmente deveria ser importante e necessário para que tudo tivesse nova forma com base no que um dia já foi velho. Ou simplesmente somos novos velhos, que já nascem velhos novos (e vice-versa).

Magritte

Eu acredito no bem e no mal
Eu acredito no imposto predial

Eu acredito nos livros da estante
Eu acredito em Flávio Cavalcante

Eu acredito no seu ponto de vista
Eu acredito no partido trabalhista

Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do papa

eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé

Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e no progresso

Eu acredito que o amor atrai
Eu acredito em mamãe e papai

Eu acredito no Cristo que padece
Eu acredito no INPS

Eu acredito no milagre que não vem
Eu acredito nos homens de bem

Eu acredito nas boas intenções
Mais este papo ja encheu os meus culhões
Eu não acredito, eu não acredito
Não vai haver amor nessa porra nunca mais

O Adventista - Marcelo Nova/ Franz Hummet