Mais um ano, e a cada ano parece que este não existiu, o tempo simplesmente o consumiu. Talvez por estar cada vez mais trabalhando, e agora percebo o quanto trabalho consome boa parte desta vida, talvez por isso aquela velha maxima de "fazer o que realmente gosta", balela diga-se ninguém nunca vai estar plenamente satisfeito com seu oficio mesmo que lhe paguem absurdamente bem, mas tenho me esforçado, não é o ideal mas tento ser um bom profissional independente do que esteja fazendo. Somado a boa dose de trabalho, o que sobra me dedico a música, essa sim tem sido cada vez mais uma grande paixão, já não desenho mais como antigamente nem tenho tanta disposição para as películas, a música é minha droga atualmente. No campo familiar, bom, estou mais proximo de minha mãe novamente, e como é bom, mesmo com todas as desavenças e minha "frieza", minha admiração e respeito por esta que me concedeu a vida, só aumentam, o mesmo com o meu pai, mas dois cabeça-dura juntos é complicado! Os amigos, bom isso é bem complicado, todos sabemos, me distanciei dos mais antigos, e os de sempre, me ajudam a compartilhar o que a vida tem de mais interessante, aliando humildade a insanidade. O amor. O amor me amaldiçoou este ano, me sinti um vira-lata abandonado, sem conseguir expressar de fato o afeto que tenho pelas pessoas que passaram pelos meus braços, mesmo que abanasse o rabo alegremente. Tentei partilhar bons momentos e eles aconteceram claro mas, uma não pretende me ver nem pintado de vermelho escarlate com swarowskys, incompatibilidade de gênios e convicções. A outra, aquela de sempre, visita meus sonhos sem pedir permissão, ronda meus pensamentos em dias que já pareciam renovados e agora segue seu caminho já com outra pessoa, mas aprendi muito com tudo isso, e sou muito grato por te-las conhecido, faria tudo de novo. A verdade é que de 2000 e onze não concluo nada, nem aumentei convicções sobre algo, muito pelo contrário continuo cada vez mais cheio de dúvidas e disposto a indagar mais para o que virá adiante, quero respostas e sei que elas não vão me confortar. Não me arrependo de nada também, das mudanças, do que deixei de fazer ou do que fiz, não vou projetar nada, fazer previsões, minha ambição é deixar o mar me levar, na esperança de que uma hora atraco numa bela praia, aquela com nome Felicidade. Boas Festas!